Manhã de Agosto
A morte desceu dos céus
Naquela manhã de agosto.
E continuamente vem descendo
Em todas as manhãs de agosto.
Vem chegando prateada.
Rasgando o espaço
E pousa o seu aço
Numa explosão fatal.
E tudo queimou.
E tudo em pó tornou.
E nada poupou
Do seu clarão raivoso.
Quente como brasa incandescente
Que fere a memória de muita gente.
Pois o seu pavor ainda vive
Na lembrança daquele horror.
Que desceu do céu numa manhã
Como em outras tantas manhãs
Do comum cotidiano.
Pois a guerra é a morte em vida
E ela veio decidida
A colocar um fim na guerra
E em outras tantas vidas.
E vem doendo na lembrança
Das pessoas que não eram nem nascidas...
Sergio Monteiro Cardoso (06/08/2023)
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