domingo, 2 de novembro de 2025

Manhã de Agosto

 

Manhã de Agosto

 

A morte desceu dos céus

Naquela manhã de agosto.

E continuamente vem descendo

Em todas as manhãs de agosto.

Vem chegando prateada.

Rasgando o espaço

E pousa o seu aço

Numa explosão fatal.

E tudo queimou.

E tudo em pó tornou.

E nada poupou

Do seu clarão raivoso.

Quente como brasa incandescente

Que fere a memória de muita gente.

Pois o seu pavor ainda vive

Na lembrança daquele horror.

Que desceu do céu numa manhã

Como em outras tantas manhãs

Do comum cotidiano.

Pois a guerra é a morte em vida

E ela veio decidida

A colocar um fim na guerra

E em outras tantas vidas.

E vem doendo na lembrança

Das pessoas que não eram nem nascidas...

 

Sergio Monteiro Cardoso (06/08/2023)

 

 

 

 

 

 

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