domingo, 2 de novembro de 2025

Chuva Abençoada

 

 Chuva Abençoada

 

Ah, essa chuva descendo dos céus,

Regando os telhados, lavando as calçadas,

Nutrindo a terra pra receber a semente,

Cobrindo a gente com o seu véu de umidade.

 

Ela canta nas folhas, dança nos ventos,

É um abraço úmido, um doce lamento.

Cada gota é um verso, um segredo antigo,

Que o tempo guardou no seu livro infinito.

 

A terra sedenta abre os braços,

E a chuva responde com seus compassos.

No ritmo suave, no tom que acalenta,

A vida renasce na manhã sonolenta.

 

E nós, sob o véu desse manto divino,

Sentimos o mundo, tão vasto e pequeno.

A chuva nos lembra que tudo é passageiro,

Mas também é natural, num ciclo verdadeiro.

 

Ah, essa chuva que cai sem pressa,

É poesia viva, é canção que aquece.

E enquanto ela desce, o coração agradece,

Pela vida que brota, pelo amor que permanece.

 

 

Sergio Monteiro Cardoso (01/02/2025)

 

 

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