Chuva Abençoada
Ah, essa
chuva descendo dos céus,
Regando
os telhados, lavando as calçadas,
Nutrindo
a terra pra receber a semente,
Cobrindo
a gente com o seu véu de umidade.
Ela canta
nas folhas, dança nos ventos,
É um
abraço úmido, um doce lamento.
Cada gota
é um verso, um segredo antigo,
Que o
tempo guardou no seu livro infinito.
A terra
sedenta abre os braços,
E a chuva
responde com seus compassos.
No ritmo
suave, no tom que acalenta,
A vida
renasce na manhã sonolenta.
E nós,
sob o véu desse manto divino,
Sentimos
o mundo, tão vasto e pequeno.
A chuva
nos lembra que tudo é passageiro,
Mas
também é natural, num ciclo verdadeiro.
Ah, essa
chuva que cai sem pressa,
É poesia
viva, é canção que aquece.
E
enquanto ela desce, o coração agradece,
Pela vida
que brota, pelo amor que permanece.
Sergio
Monteiro Cardoso (01/02/2025)
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