A morte
abre os seus roçados.
Profundos
de dor!
Largos de
saudade!
Salga a
terra de lágrimas,
Bebe o
pranto do luto
Das
Marias e Alices.
Desconhece
fronteiras,
Territórios
e bandeiras.
A morte
é o fruto
Que se
colhe maduro
Para a
viagem
Que se
vai fazer.
Ponte
que liga os mundos
Do que
se vê
Ao que
se sente.
Pois o
que se vê tem carne,
Sangue e
dor....
E o que
se sente é espírito,
Compaixão
e amor...
E se tem
carne é finito
Que se
desfaz em pó
Na
mansão do infinito.
A morte agasalha
o corpo
Na
morada fria
Que será
o alimento
Para a
terra vazia.
A morte
te recebe
E da
passagem
Para a
tua eterna viagem.
Que
começaste no nascimento
E que
terminas num sopro
Teu
último lamento.
Enfim
estás liberto!
Plenamente
livre
Dessa
roupa que te veste.
A morte
é o caminho
Dessa
nova jornada.
A morte
é a verdade
Que
procuraste em vida.
Não há
que tinhas
Portadora
de ilusão.
Mas há
que conheces agora
Cheia de
glória,
Cheia de
luz,
Ciência
e razão.
A morte
abre os seus roçados
Em
grandes plantações.
Te
recebe como semente,
Para te
fazer árvore,
Para te
fazer gente,
Novamente....
Geração
que vem
Debaixo
de sol clemente.
Conhecer
o vento norte,
Conhecer
o vento sul
E os
seus circuitos.
Pois
nada é novo sobre a terra.
E o que
foi
Há de
voltar a ser....
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