Aviões de Papel
As
vezes tenho saudades do tempo
em
que o mundo cabia numa folha,
dobrada
em segredos,
desenhada
com riscos de lápis e sonhos.
Os
aviões de papel subiam,
leves,
como pássaros sem destino,
cortando
o céu da infância,
enquanto
ríamos sem saber
que
o vento levaria também
aqueles
dias simples.
Hoje,
as mãos buscam
outras
dobras, outros voos,
mas
o coração ainda guarda
o
mapa daqueles céus,
onde
os aviões de papel
eram
naves de um tempo
que
não volta,
mas
que nunca deixa de ser nosso.
Sergio
Monteiro Cardoso (04/02/2025)
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