domingo, 2 de novembro de 2025

Aviões de Papel

 

Aviões de Papel

 

As vezes tenho saudades do tempo

em que o mundo cabia numa folha,

dobrada em segredos,

desenhada com riscos de lápis e sonhos.

 

Os aviões de papel subiam,

leves, como pássaros sem destino,

cortando o céu da infância,

enquanto ríamos sem saber

que o vento levaria também

aqueles dias simples.

 

Hoje, as mãos buscam

outras dobras, outros voos,

mas o coração ainda guarda

o mapa daqueles céus,

onde os aviões de papel

eram naves de um tempo

que não volta,

mas que nunca deixa de ser nosso.

 

Sergio Monteiro Cardoso (04/02/2025)

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