Líquido
Sou como o líquido que se molda ao frasco,
Adaptando-me a cada curva e espaço.
Fluindo, moldando, me transformando,
Em cada experiência eu me refaço.
Um reflexo do que me cerca e me toca,
Em constante movimento, como a água.
Transparente e profundo, e leve e doce,
A vida me molda, verso a verso.
Em cada frasco, uma nova história,
Um novo tempo, uma nova glória.
A forma muda, mas a essência transcende.
Em cada mudança, a alma renasce.
Sou a água que flui, a cera que se molda,
A vida que se adapta, que se envolve.
Em cada instante, uma nova descoberta,
Sou o líquido que se transforma em alerta.
Sou o líquido que se molda ao frasco,
Refletindo o mundo em cada novo passo.
Um espelho da vida, mutável e vasto,
Em constante fluxo, como um rio que se arrasta.
Mas sou mais que a água, sou o mar profundo,
Onde as emoções se misturam, absorvendo o
mundo.
Sou a tempestade, o calmo, o sereno,
Um universo interior, em movimento eterno.
E como a névoa, me dissipo no ar,
Deixando um rastro tênue, uma marca a demarcar.
Sou a areia que o vento molda e leva,
Um ser efêmero, que a vida preserva.
Sou a chama que dança, o fogo que consome,
A força que impulsiona, que promove.
Sou a sombra que acompanha, a luz que ilumina,
A dualidade da vida, que me define.
Sou o líquido que se molda ao frasco, decerto,
Mas sou também o frasco que contém o universo.
Em cada forma, uma nova descoberta,
A fluidez da existência, minha maior herança.
Sergio Monteiro Cardoso (23/01/2025)
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