Florestas de liberdade
Além
das paredes manchadas de medo, resistiremos
à
ocupação de nossos segredos,
a
usurpação de nossos sonhos.
E
esperaremos que o tempo cure nossas dores
e
guarde nosso espanto,
e
apague da mente nossos horrores.
E
cresceremos cultivando rosas de esperança;
apesar
do inverno invencível,
ainda
há verão!
A
palidez de nossa face evanesce no espelho
e já
podemos sorrir como outrora fazíamos.
E riamos
tanto que ficávamos vermelhos,
nossa
felicidade era uma rebelde alegria
contra
a invenção da tristeza que nos afligia.
Qual
escuridão nos cegou a visão?
Qual
sol nos aquecerá a alma?
E nos
devolverá a calma?
Para
continuarmos ensinando a lição:
De que
a vida é um barco em busca do cais.
E as
nossas emoções estendidas em varais
sobrevivem
ao ritmo das sinfonias dos pardais.
No
final dessa travessia,
após dissipar todo medo,
Não
haverá mais segredos.
Não
haverá mais nada que impeça
a
roseira de florir,
a semente
de germinar,
a
parteira de parir,
O
crente de rezar.
Não
haverá mais cativeiros,
nem
paredes a guardar o medo.
Nem
pranto, dor e espanto!
E
poderemos semear na terra de nossos antepassados
Mudas
de liberdade.
Para
que possam florescer sobre a tirania
Novas
florestas em toda parte...
Sergio
Monteiro Cardoso (02/08/2021)
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